Boa leitura II

Terminou fevereiro e li dois livros:

Ex-Purgatório – Peter Clines -412 páginas – Ficção – Novo Século

Um cidadão comum, funcionário de uma universidade americana, tem sonhos e alucinações com monstros e seres mortos. Nestes sonhos ele é um super- herói. Com a constância desses sonhos o homem passa a confundir o que sonha com a realidade em que vive.

A Garota Silenciosa  – Tess Gerritsen – 363 páginas – Ficção – Record – Para desvendar um assassinato uma detetive tem que se embrenhar na cultura, tradições e mistérios de um bairro chinês da cidade de Boston (EUA)

Boa leitura.

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Boa leitura

Gosto muito de ler. Herança de minha mãe que na infância me incentivava a ler gibi. Peguei o hábito. Leio, em média, dois livros a cada mês.

Este ano decidi publicar todos os meses o que tenho lido. Isto como forma de incentivar e sugerir uma boa leitura.

Então vamos lá. No mês de janeiro de 2016 li quatro bons livros. Claro que ta acima da média.  Em janeiro estive 20 dias de férias e como não pude viajar (outra coisa que adoro), li muito.

Confia aí o que li em janeiro:

Os sete últimos meses de Anne Frank – 236 páginas – Willy Lindwer – Livro Reportagem – 236 páginas – Universo dos Livros – relato de mulheres holandesas que conviveram com Anne Frank em campos de concentração nazistas

Araguaia – Histórias de Amor e de Guerra –  Carlos Amorim – Livro Reportagem – 483 páginas – Record –  Fatos Históricos, e análise do autor sobre a guerrilha do Araguaia, movimento de resistência à ditadura militar que se estabeleceu na região conhecida como Bico do Papagaio (Goiás(hoje Tocantins/Pará/Maranhão) entre 1966 a 1973

O inquisitor – Mark Allen Smith – 414 páginas – Ficção – Record – Um detetive que costumava torturar pessoas para obter pistas para seus casos passa a proteger um menino cujo pai seria seu próximo investigado.

Simplesmente Azul – Antônio da Costa Neto – 148 páginas – Kelps – Poemas –  fatos, personalidades e locais que marcaram a infância do autor em Silvânia, sua terra natal.

Se você gostou das sugestões, boa leitura

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Barco x Iate

Vale a pena ler o que publicou hoje o sociólogo Marcelo Zelo no site www.brasil247.com

Lula: a origem e as escolhas

Nas eleições de 1989, a Nação tomou conhecimento, horrorizada, de que Lula, o operário de origem nordestina, tinha um som três em um.

Como se atrevia? A sua condição de integrante da nossa Senzala exigia que ele tivesse, no máximo, um modesto radinho de pilha. Seu adversário, Collor, bem-nascido na Casa Grande, podia ter o som que quisesse. Afinal, desigualdades e privilégios herdados desde as capitanias são o negócio e a alma do Brasil. É algo natural.

Agora, a Nação toma conhecimento, de novo com horror moral, que Lula frequenta um sítio em Atibaia, onde pesca lambaris e tilápias a bordo de um nababesco bote de R$ 4 mil. Não bastasse, Lula teria tentado comprar um apartamento a beira-mar. Tentou e não comprou. Mas o horror moral permanece. Como se atreve? Tendo a sua origem em nossa Senzala, Lula poderia almejar, no máximo, uma casinha do Minha Casa Minha Vida, quiçá uma bucólica palafita, em alguma periferia infecta.

Agora, imaginem se essas “acusações” fossem esgrimidas contra algum grande político da oposição, como FHC ou Aécio. Seriam motivo de chacota generalizada, é claro. Mesmo se insinuassem, sem provas, como fazem com Lula, que tais imóveis teriam sido reformados por alguma empreiteira, ninguém acharia nada de mais.

Por quê? Porque empreiteiros, grandes empresários e destacados políticos conservadores fazem parte da mesma classe social. São provenientes da nossa Casa Grande. Têm os mesmos interesses. São “amigos”, são “sócios”. Moram nos mesmos bairros, frequentam os mesmos lugares. Estudaram nos mesmos colégios.

Assim, quando se revelou que a estrada da fazenda de FHC teria sido construída por uma empreiteira, a nossa destemida imprensa não achou nada de mais. Também acham natural quando tomam conhecimento que FHC frequentaria luxuoso apartamento em Paris, propriedade de um “amigo”.

Agora, imaginem se tais informações fossem relativas a Lula. Que a estrada para o sítio de Atibaia tivesse sido construída por uma empreiteira. Que Lula frequentasse apartamentos na Avenue Foch. Ou, ainda, que no sítio de Atibaia tivessem mandado construir um aeroporto com verba pública. Qual seria a reação da nossa isenta e profissional imprensa? Não é preciso muito esforço de imaginação, não é?

No caso de políticos bem-nascidos e conservadores, essa promiscuidade entre poder econômico e poder político é considerada natural. Ela está legitimada pela origem social e até mesmo por relações pessoais.

No caso de Lula, político da Senzala, essa relação, mesmo que ocasional e distante, será sempre considerada corrupta.   Lula pegou carona num jatinho de um empresário? “Aí tem”. Aécio fez a mesma coisa? “Nada de mais, os caras são amigos, sócios”. Lula adoeceu? “Tem de se tratar em hospital público e frequentar filas do SUS. Afinal, quem está pagando essa conta?” Figueiredo ficou doente? “Tem de mandar ele para o exterior, se tratar num hospital de ponta.”

FHC defendeu nossas empreiteiras na exportação de serviços e ainda elogiou o Odebrecht?  “Tudo bem, como estadista, ele estava defendendo os interesses do país e de suas empresas”. O Lula fez a mesma coisa? “Ah! Aí tem, mesmo! O petralha deve ter ganhado uma baba de propina para fazer isso.”

O mesmo vale para os partidos. Partidos da Casa Grande podem ter relações estreitas com o poder econômico. Partidos que tiveram sua origem na Senzala, não. Nesse último caso, qualquer relação será corrupta. O PSDB e seus candidatos receberam grandes doações de empreiteiras? “Natural. Doaram por acreditar numa causa justa”. O PT também? “Ah! Isso aí só pode ser propina disfarçada de doação legal.”

E o que é mero pecadilho em um pode se transformar num enorme escândalo em outro. O PSDB montou um esquema de caixa dois de campanha? “É fato corriqueiro, um erro isolado, que deve ser julgado, sem alarde, na justiça comum”. O PT usou do mesmíssimo esquema? “Ah! Nesse caso, trata-se do maior escândalo de corrupção da História do Brasil! Tem de ser julgado, com enorme alarde, pelo Supremo.”

O PSDB pedalou? “Tudo bem. Estavam tentando ajustar o Orçamento e cumprir seus compromissos de governo”. O PT pedalou também? “Ah! Aí tem. Justifica o impeachment.”

Entretanto, o problema maior de Lula, para os nossos reacionários neoudenistas, não está na sua origem, está nas suas escolhas.

Lula não é apenas um político oriundo da nossa Senzala. Lula fez a escolha fatal de ser um político para a Senzala.

Lula tomou a decisão de incluir a Senzala na Casa Grande. De incluir os excluídos. De eliminar a pobreza. De reduzir a nossa desavergonhada desigualdade. De combater atávicos privilégios.

Lula cometeu o erro imperdoável de combater nossa principal e histórica corrupção: a miséria e a desigualdade.

O grande erro de Lula foi ter tentado transformar nosso capitalismo selvagem num capitalismo minimamente civilizado. Sonho da clássica socialdemocracia, pesadelo de nossa elite predatória e excludente.

Tivesse Lula mudado de lado, governado exclusivamente para Casa Grande, como sempre se fez, ainda assim ele seria um outsider, um penetra na festa dos “donos do poder”. Mas seria um penetra tolerado. Cumpriria, em nosso sistema político, a mesma função que o isolado articulista progressista cumpre num jornal maciçamente conservador: legitimar o conservadorismo sob o disfarce da pseudopluralidade política.

Porém, como fez a escolha que fez, Lula não é apenas um penetra, é um perigoso subversivo. Ainda mais agora, quando a crise mundial impõe, aos olhos dos verdadeiros donos do poder, a volta da desigualdade e do desemprego como condição sine qua non para a retomada do crescimento.

Lula, com sua possível candidatura em 2018, ameaça a recomposição das grotescas taxas de lucro. Esse é o ponto. É isso que verdadeiramente escandaliza e amedronta as nossas elites. Não é o “triplex” que não obteve; é a terceira vitória eleitoral que fatalmente obteria, caso não seja impedido. O problema é o “triplex” político; não o apartamento no Guarujá.

Lula é o grande obstáculo à pretendida restauração neoliberal, que ameaça varrer com todas as experiências progressistas recentes da América Latina.

Por isso, deve ser destruído, custe o que custar.

Para isso, não são necessárias provas, não são necessários sequer indícios.

Basta a cortina de fumaça de suspeitas constantemente alimentada pela fogueira midiática do autodefinido maior partido de oposição e pela ação investigativa partidarizada de autoridades que não têm pejo de se desfazer de qualquer resquício de republicanismo. Basta levantar suspeitas até sobre o proletário isopor das pescarias.

Basta o ódio da oposição sem propostas que, quem diria, acabou no Guarujá.

Basta brandir, aos quatro ventos, a origem e a escolha.

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Estado terá que nomear 2 mil aprovados em concurso da Aganp

O Estado de Goiás deverá proceder com a nomeação de 2 mil aprovados em concurso para o cadastro reserva da Agência Goiana de Administração e Negócios Públicos (Aganp), realizado em 2006. A decisão é da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), que seguiu, à unanimidade, o voto do desembargador Luiz Eduardo de Sousa (foto) no sentido de confirmar sentença proferida em primeiro grau, pela 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual da comarca de Goiânia. A exceção é para os cargos da área de informática, que estavam envolvidos em outra ação civil pública, já transitada em julgado, e que, portanto, já foram chamados para tomar posse.

A decisão foi embasada no grande número de comissionados e temporários que exercem cargos que poderiam ser ocupados pelos concursados. O relator frisou que “caberia ao Estado de Goiás comprovar a diferença de funções, de modo a validar o ingresso de terceiros no quadro da Administração Pública, enquanto vários aprovados no cadastro de reserva – voltados a todos os órgãos e entidades da administração direta, autárquica e fundacional do Poder Executivo – aguardavam nomeação”.

Segundo a Lei Estadual Nº 15.543/2006, Anexo III, foram criados 3.693 cargos para provimento dos aprovados no certame. Conforme fossem realizadas as nomeações, os comissionados deveriam ser exonerados, o que não se concretizou, conforme ponderou Luiz Eduardo de Sousa. “É de fácil aferição que a promessa de extinção dos cargos comissionados não foi concretizada, já que existem 4.813 cargos de Assistentes de Gabinete e 1.549 cargos de Assessor Especial”, segundo documentação arrolada nos autos.

Cadastro reserva e direito subjetivo de nomeação

Além do número especificado de vagas, o edital do certame da Aganp previa cadastro reserva, para preenchimento de novas colocações que pudessem surgir, mediante desistência de outros aprovados, exoneração, entre outros motivos de vacância.

Segundo entendimento do relator, esses candidatos aprovados fora do número de vagas originariamente existentes “possuem apenas expectativa de direito, podendo referida fagulha transformar-se em direito subjetivo à nomeação e à posse se configuradas determinadas situações”. Como no caso em questão houve contratação de outros servidores – sem concurso público, como comissionados e temporários – configura-se direito dos reservas de serem empossados nos quadros do Estado.

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SOS segurança

Madrugada de sábado. Homens encapuzados e armados com fuzis cercam a sede da polícia militar. A outra parte do bando segue para a agência bancária, explode o caixa eletrônico e pratica o assalto. A polícia tenta sair com a viatura, mas é impedida pela “escolta armada” que dispara várias vezes contra os homens de plantão. Pouco antes, ao chegar á cidade, o bando atira aleatoriamente para o alto e contra algumas casas, além de  espancar dois rapazes que caminham pela rua.

Concluído o assalto fogem em disparada, atirando para intimidar. Perseguição, troca de tiros, policial baleado.

Não se trata de uma cena de um filme. Não é ficção. Aconteceu neste final de semana em Leopoldo de Bulhões. Vida real que está bem próximo da gente e vem se tornando uma rotina na região da estrada de ferro.

Adeus tranqüilidade por aqui.

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Cinco anos de calote

Abril marca o quinto aniversário do calote do concurso público convocado em 2008 pelos municípios de Silvânia e Gameleira de Goiás.  Os editais foram publicados em meados de abril de 2008. Quase dois mil e quinhentos candidatos pagaram a taxa de inscrição, estudaram, criaram expectativa de ingressar no serviço público e foram logrados.

Acatando denúncias de irregularidades no processo licitatório o Ministério Público conquistou medida liminar suspendendo as provas. Depois, analisando o mérito, a juíza da comarca de Silvânia,  Aline Vieira Tomás, sentenciou pelo cancelamento do certame bem como a devolução do dinheiro da inscrição. Julgando a apelação os desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás acompanharam o relator, Floriano Gomes, que manteve a decisão da magistrada. E dá-lhe recurso ao Tribunal Superior de Justiça, em Brasília, protelando um final definitivo.

Meia década de frustração e dúvidas. Onde está o dinheiro arrecadado? Por baixo são cerca de R$ 150 mil. Que penas receberão os responsáveis pelo calote?

A batalha jurídica não deve servir de desculpa para a convocação de outro concurso. Está patenteado pelos juristas que, independente de todos recursos jurídicos do malfadado concurso de 2008, nada impede a convocação de  outro.

O atual governo não pode e nem deve repetir o mesmo erro no governo passado. Pode ainda não ter dado tempo, mas o anseio geral é pela convocação do certame.

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Sucesso na literatura

O escritor André de Leones, silvaniense que hoje mora em São Paulo, destaca-se na literatura nacional. Na edição deste domingo de O Popular, matéria assinada por Rogério Borges, destaca a trajetória do filho de Pedro e Lúcia Ponces. Vale a pena ler.  Clique aqui.

Lendo a matéria me pergunto: não seria interessante para as escolas da cidade valorizar os talentos literários da terrinha e incentivar a meninada a ler seus livros? Entre outros, André de Leones é destaque nacional, Antônio da Costa Neto tem livros que contam a história do maior patrônonio de Silvânia, sua gente. E Salomão Sousa, que recentemente lançou Vagem de Vidro, tem poesia elogiada pela crítica literária brasileinse.

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Questão de valores

” Matéria publicada no site do Estadão, no dia 11 de abril, tinha como manchete “Subprefeitura e PM criam ´tolerância zero´ a moradores de rua na Zona Leste”. Logo no primeiro parágrafo, a matéria dizia:

“Barracas nas ruas, colchões sobre as calçadas, fogueirinhas para refeições e moradias provisórias. Nada disso mais é admitido nas ruas da Mooca e do Brás, na zona leste de São Paulo, onde as autoridades declararam ´tolerância zero´ a crime, lixo e moradores de rua.”

Fiquei chocado com o texto – com o que ele diz e mais ainda com o que ele traduz. Intencionalmente ou não, os moradores de rua são colocados no mesmo “nível” de crime e lixo. Não se trata de seres humanos, gente, pessoas de carne, osso e cidadania como nós da elite humana, seres, como se sabe, superiores.

E vi essa matéria depois de ler num jornal de Goiânia que a nossa capital mata moradores de rua sete vezes mais que a capital paulista. Enquanto aqui foram mortos 28 moradores de rua, lá, em período igual, foram “apenas” dois. Então, comparada com Goiânia, São Paulo seria melhor para os moradores de rua…

O que vem acontecendo em Goiânia é um desses absurdos que não cabem nas palavras. O fato em si é absurdo e mais ainda a reação (ou a falta de) em relação ao fato. Já que criaram uma “categoria”, moradores de rua, façamos uma comparação com outras “categorias”. Imaginemos manchetes nos jornais assim: “28 donas de casa assassinadas em Goiânia em oito meses”; “28º médico assassinado em Goiânia era psiquiatra”; “Última mulher grávida assassinada esperava gêmeos”; “Mais um jogador de futebol assassinado em Goiânia: agora são 28”; “28º bebê assassinado em Goiânia foi morto a pauladas”; “Mais um político assassinado em Goiânia, o 28º” (se bem que esta última talvez despertasse outro tipo de reação… mas deixemos de lado o sarcasmo).

Será que se fosse alguma dessas outras “categorias” o caso chegaria tão longe? Imaginemos a indignação tomando conta das pessoas – “Mais um médico? Não é possível!”; “Outro bebê? Não tem cabimento!”. Por certo, haveria passeatas, atos públicos, listas na internet e, claro, posts e mais posts nas redes sociais e um sem-número de tweets. Mas com moradores de rua…

E aí vem alguém na TV dizer que as mortes são ocasionadas por dívidas relacionadas às drogas. Como assim? Então as dívidas deram de vencer todas no mesmo período, ou o pessoal resolveu ficar inadimplente de alguns meses pra cá? Mais uma vez se tenta criminalizar as vítimas e ver de forma simplista o altamente complexo, por conveniência, claro.

Em nenhum momento se questiona a situação dessas pessoas, seus direitos violados, sua cidadania roubada, sua liberdade vilipendiada, sua vida menosprezada, coisificada. Se fossem “cidadãos de direito” a situação seria tratada de outra forma.

A questão dos assassinatos de moradores de rua em Goiânia não é um problema que diz respeito apenas aos moradores de rua, ou à polícia, ou aos órgãos oficiais de assistência social, mas à sociedade como um todo. Afinal, cabe questionar: que tipo de sociedade estamos construindo e valorizando? que significado tem a vida humana entre nós? vamos mesmo estabelecer uma hierarquia de vidas – as que valem mais, as que valem menos, as que não valem nada?…

E fora algumas honrosas exceções, continuamos em silêncio, num esforço hercúleo para ignorar o incômodo, torcendo para que ele passe logo.

Até quando?”

Texto de Edmar Camilo Cotrim – Mestre em educação, escritor, historiados e professor em Silvâna. Edmar é colaborador deste Blog

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Eterno prefeito

Não me recordo do governo Zé Caixeta em Silvânia. Ainda era muito criança. Mas ouvi muitas histórias sobre seus feitos, sua determinação e sua disposição para o trabalho. Sempre escutei de meu pai que Zé Caixeta era o melhor de todos. Melhor porque fez. E fez num tempo que não se tinha tanto recurso. Por obra e graça de meu pai, aprendi a admirar e respeitar o prefeito Zé Caixeta.

Depois o conheci mais de perto. E uma virtude sua me chamou atenção: respeito à pessoa humana. O homem de cabelos brancos não discriminava ninguém e tratava a todos com igualdade. Não interessava o partido político, a idade, classe social e grau de instrução.

Não tinha diplomas e não se importava com títulos. Era simples e de uma sagacidade incrível. Um grande exemplo para todos e Silvânia deve muito a ele.

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Chega de mortes

Mata-se demais neste país. Banalizaram a violência e a morte se tornou peça chave para audiência de programas de final de tarde das redes de TVs. E nós acabamos envolvidos pelo noticiário e somos levados a achar que o aumento da criminalidade é tendência nacional e, necessariamente, chegaria também nas pequenas cidades brasileiras.

Em Goiânia morrem, em média, três moradores de rua a cada mês e já são quase três dezenas nos últimos oito meses. Grupo de extermínio? Acerto de contas por causa da droga? Mata-se. Simplesmente.

Não queremos isto para nossa cidade. As estatísticas mostram que a violência vem crescendo por aqui. Só em 2013 foram seis assassinatos. E ainda estamos no início do quarto mês do ano. Hoje mataram mais um.  Droga, bebida, discussões banais, acertos de contas ou crimes passionais. Tem para todos os gostosos. E já passamos décadas sem um registro de assassinato.

Queremos esta violência longe daqui. E para isto é necessário ação. Está na hora de um grande debate a cerca da criminalidade. Propostas e acima de tudo ações.

Esperar jamais.

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