Estudantes e professores da UEG protestam pelas ruas de Silvânia

Estudantes e professores do Campus da UEG saíram pelas ruas de Silvânia em protesto na noite desta quarta-feira. A manifestação começou em frente ao Campus, o Bairro Nossa Senhora de Fátima e percorreu ruas e avenida da cidade. Com faixas, cartazes e palavras de ordem estudantes e professores chamavam a atenção dos moradores de Silvânia sobre a situação do Campus.

A comunidade acadêmica da Universidade Estadual de Goiás (UEG) está preocupada com a possibilidade de extinção do Campus de Silvânia.

Um relatório da Comissão de Redesenho  da Universidade, entregue à reitoria no inicio de maio,  sugere discussão sobre a continuidade de 57 cursos e 15 unidades da instituição de ensino superior goiana.

A comissão foi instalada em fevereiro de 2019 e tem como objetivo analisar a viabilidade de reduzir o custo financeiro da UEG que oferece atualmente 150 cursos espalhados por vários campus em diversas regiões de Goiás.

O relatório sugere análise detalhada sobre a permanência e não retorno de cinco cursos que estão suspensos devida a avaliação obtida no Enade, entre eles o de Geografia no Campus da UEG em Pires do Rio.

O documento ainda aponta uma relação de 30 cursos superiores oferecidos pela Universidade que estariam ameaçados e deveriam ter a permanência rediscutida. Entre estes cursos estão o de Historia em Pires do Rio e dos de Pedagogia e Administração no Campus da UEG em Silvânia.

A comissão ainda apontou em seus relatório análise sobre a situação das 57 unidades da Universidade Estadual de Goiás e sugeriu que sejam rediscutidas a existência de 15 Campus, entre eles o de Silvânia.

Com relação aos Campus o documento levou em conta quatro critérios: unidade sem sede própria, com menos de três cursos, com menos de 25% de professores efetivos e por fim os localizados em cidades com menores populações. Além de Silvânia a comissão de redesenho da Universidade Estadual de Goiás sugere estudo sobre a permanência da unidades de São Miguel do Araguaia, Campos Belos, Crixas, Edéia, Niquelândia, Pirenópolis, Sancrelândia, Goianésia, Itapuranga, Jataí, Jussara, Mineiros, Senador Canedo e Minaçu.

O relatório da comissão será agora submetido à análise de administração e do Conselho Universitário da UEG. Para ter efeito no orçamento da instituição do próximo ano é necessária uma tomada de decisão até a publicação do edital de convocação do vestibular 2020 que geralmente ocorre entre os meses de agosto de setembro.

ENCONTRO COM GOVERNADOR RONALDO CAIADO

Na segunda-feira, 13 de maio, após  inauguração do Quartel do Corpo de Bombeiros de SIlvânia, um grupo de professores e alunos da UEG se reuniu com o Governador Ronaldo Caiado. No encontro o governador afirmou que constitucionalmente não tem poder para interferir na gestão da Universidade Estadual de Goiás que tem autonomia. Ele explicou que a ele cabe cumprir a lei e repassar, mensalmente, 2% da receita estadual para a UEG. Caiado completou que ao longo dos últimos anos a UEG sofreu ingerência política o que inviabilizou a qualidade acadêmia. Segundo ele cabe a própria UEG fazer a reforma em sua estrutura e sem a interferência do governo e do governador de Goiás.

HISTÓRIA

A Faculdade de Ciências Agrárias e Letras Padre Lobo, de Silvânia, foi criada em 1997 por Decreto do então governador do Estado Íris Resende, ainda como unidade da Uniana – Universidade Estadual de Anápolis, transformada depois em Universidade Estadual de Goiás pelo governador Marconi Perillo. Em 2001 começou a funcionar com o projeto de formação de professores, a Parcelada de Pedagogia. O primeiro curso regular foi o de Licenciatura em Informática, no ano de 2005. Posteriormente foi implantado o curso de administração e mais recentemente o de pedagogia. Hoje o Campus Silvânia da UEG conta com quatro turmas de administração e quatro de pedagogia. São 37 funcionários sendo 19 do corpo docente e 17 administrativos.

* Foto: Redes Sociais

 

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