Padre Januário Goulart: dedicação e amor a Silvânia

Paulo José Américo Rolim*

Desci do velho e barulhento ônibus da Expresso Araguari em um final de manhã chuvosa e fria, frente à entrada principal do Ginásio Anchieta, de Silvânia, Goiás. De imediato me encantei com a beleza dos verdes, bem cuidados e amplos gramados, as inúmeras arvores dispostas em rigorosa ordem, o grande pátio e olhando mais à frente, depois do antigo colégio das irmãs, os majestosos eucaliptos.

Começava ali mais um ano letivo e para mim cheio de novidades. Estudaria como aluno interno do Ginásio Anchieta, uma das melhores e mais tradicionais escolas de Goiás. Contava à época apenas nove anos e tive que dividir o descobrimento do mundo novo e diferente que o colégio me apresentava com a saudade do aconchego da casa de meus pais, onde a partir de agora, durante alguns anos, visitaria somente nas férias.

                Ao lado dos alunos que vieram no mesmo ônibus, fui recebido por um Salesiano simpático e sorridente, o Padre Januário. Fez questão de me cumprimentar, dando as boas vindas e de imediato presenteando-me com um apelido engraçado.

                Passado o impacto inicial, de saudade de casa e dos meus pais, aos poucos fui me adaptando à nova vida e à disciplina do colégio. Logo fiz amizade com o Padre Januário. De manhã ele era o Professor de Matemática e Ciências eficiente e disciplinador. Não tolerava bagunça ou conversas paralelas em suas aulas. Ensinava com dedicação, competência e zelo.

No inicio da noite, depois do jantar, antes de subirmos para o grande salão de estudo ou simplesmente “estudo” era comum encontrá-lo no pátio de frente ao colégio, ao lado de onde ficavam os carros, rodeado por alunos.  Ali ele gostava de contar suas histórias – algumas de pescador – e nas noites de céu estrelado dava-se a nos ensinar a identificar as constelações no céu. Foi assim que conheci Ursa Maior, Escorpião, Sagitário na maravilha das noites estreladas de Silvânia e do Ginásio Anchieta. Vez em quando mostrava o transmissor de rádio, construído por ele mesmo, ao qual chamava carinhosamente de Rádio K-30.

Era comum vê-lo caminhando com seus passos curtos e firmes nas manhãs de sábado em direção ao Bairro das Pedrinhas, local onde criou um centro comunitário e ajudava os mais necessitados a adquirir um cantinho e construir suas casas. Com seu indefectível e surrado chapéu de palha, “para me proteger do sol” confundia-se com a sombra dos imensos eucaliptos que margeavam a estrada.

Padre Januário era Mineiro de São Lourenço e integrante de uma família de onze filhos e filhas de Justino José Goulart e Mariana Cândida Goulart. Das irmãs, três foram Salesianas, Filhas de Maria Auxiliadora. Entrou para o noviciado em 1934 no Liceu Nossa Senhora Auxiliadora de Campinas – SP e foi ordenado Padre Salesiano em 1943 na cidade de São Paulo, no Instituto Pio XI.

Chegou a Silvania em Abril de 1949, poucos dias antes de completar 34 anos. A sua saúde, desde essa época precária, nunca o impediu de ser um vigoroso empreendedor social. Fundou o Clube das Pedrinhas, o Centro Comunitário Dom Bosco e a Ermida Santo Antônio, instituições sempre voltadas para a evangelização católica e auxilio aos menos favorecidos.

Quando seus superiores tentavam removê-lo para outra cidade seu amor por Silvania e os compromissos com os mais necessitados o impediam e impeliam a resistir e ficar. Por mais que isso significasse punições ou retaliações de seus superiores.

Padre Januário foi tão importante quanto querido em Silvania. A cidade que adotou como sua e de onde não mais sairia reconheceu isso e em 1982 concedeu-lhe o Título Honorífico de Cidadão Silvaniense.

 Eu sempre visitava o Ginásio Anchieta, gostava de passear nas recordações do coração, revisitando as amplas estradas da centenária e conservada mata, a horta, os campos de futebol e os amplos pátios do colégio. Rememorava e revivia na saudade meu tempo de aluno interno. Sempre que chegava ali era bem recebido pelo padre Januário, que com simpatia e alegria nos abraçava recordando tempos passados, travessuras e alegrias vividas.

Em julho de 2003, pouco depois da hora do Ângelus Padre Januário nos deixou. Aos 88 anos de vida, dos quais 60 de vida sacerdotal salesiana e 54 integralmente dedicados à Silvania, notadamente aos mais necessitados.

Aos que como eu, tiveram a felicidade de conhecê-lo, sempre terão nos recônditos do  coração a saudade dos bons momentos passados ao lado dele.

Fonte Histórica: Carta Mortuária do Padre Januário Goulart – Autor: Padre Antonio Cipriano.

Agradecimento especial: - Valdivino Paisano Dutra e Sonia Souza Santos (colaboradores do Ginásio Anchieta)

* Paulo Jose Américo Rolim – Jornalista e cronista. Ex-aluno do Ginásio Anchieta.

Twitter: @americorolim - Blog:http://www.cronicaeseresta.blogspot.com.br/

13 respostas a Padre Januário Goulart: dedicação e amor a Silvânia

  1. Christiano Lobo disse:

    Saudades e boas recordacoes me proporcionaram o texto acima.Conheci Padre Januario logo na infancia pois era amigo de meu avo Benedito Gustavo Lobo. Meu contato mais proximo com ele se deu no ano de 1990, quando fui aluno interno do Ginasio Anchieta.Foi da minha escolha estar ali, porem me sentia angustiado (apesar de ter passado naquele local, o melhor ano de minha vida escolar) em ficar ali durante toda a semana, saindo apos o almoco na sexta, para retornar no domingo a tarde.Nos momentos em que me sentia sozinho e algo forte angustiava o peito era com o Padre Januario que eu ia me desabafar, o mesmo me recebia com muita atencao e bons conselhos.
    Me chamava de Christiano Machado, nunca o indaguei sobre de onde havia retirado o “Machado”, mas o ouvia dize-lo com entusiasmo e nao me causava nenhuma estranheza.
    Obrigado Senhor Paulo Jose pela gostosa viagem ao passado e aos bons tempos de internato no Ginasio Anchieta.

  2. Christiano Lobo disse:

    Em tempo:Peco desculpas por ausencia no texto de acentos, cedilhas e similares, pois o escrevi do meu smartphone, o qual nao me permite estas pontualidades e nao sou muito “expert” no portugues.

  3. Luzo Gonçalves dos Santos disse:

    Meu amigo de infância, Paulinho!
    Seja muito bem vindo com suas crônicas e causos ao blog do Célio Silva.
    Quantas travessuras já fizemos juntos no Ginásio Anchieta e pelas ruas de Silvânia, heim?
    Para quem não sabe, Paulo José Américo Rolim, é irmão da irmã Josefa “Zefinha”, que morou muitos anos aqui em Silvânia, no Instituto Auxiliadora, tendo sido, inclusive, diretora daquela Casa Salesiana.
    É irmão também do inesquecível “Joinha”.
    Para quem estudou e/ou foi interno no Anchieta, no final da década de 70 início da de 80, ele também era conhecido como “Miquinho”.
    Fico feliz em fazer parte do seu rol de amigos e espero que você, Paulinho, possa nos brindar sempre com o seu bom gosto literário.
    Saúde e paz para você, meu irmão.

  4. cidinha disse:

    Que viagem no tempo, mais gostosa, toda minha vida , minha infancia pobre e sofrida porem feliz.
    Me recordo que o pouco tempo que minha mãe tinha para ficar comigo e com minhas irmãs ela sempre nos levava para brincar no bosque do Padre Januario, e o quanto aguardavamos anciosas “os dias 13″ de cada mes, era o dia da distribuição de pães; o Pe Januario tinhas seus colaboradores que sempre o ajudaram em sua luta em favor dos menos favorecidos.
    Eu e minha familia devemos muito a esse grande e bondoso anjo, graças a ele minha mãe ganhou um lote e com muita dificuldade construiu uma humilde casa. Ou seja a nossa primeira moradia propria, pois minha mãe trabalhou a vida toda de domestica para nos sustentar(filhas, irmãos e sua mãe, minha vó) e graças a ele hoje minha mãe a Ameriquinha tera um velhice tranquila.
    E graças a DEUS hoje, em agradecimento a tudo que ele fez por mim minha família, e centenas de outras pessoas, pude prestar uma singela homenagem, com um projeto de lei dando o nome de crehe Pe JANUARIO , ao CMEI que esta sendo construido no Park Anhanguera.
    Muito obrigada Padre Januario. Que saudade!!!.

  5. Anônimo disse:

    Esse Padre era amigo do Marcelino?

  6. Rubens Vieira disse:

    O texto abaixo foi lido na Capela do Ginásio Anchieta, em 19 de abril de 2002, nas festividades de seu aniversário. Posteriormente o Padre Januário encaminhou-me uma carta de agradecimento, guardada em meu relicário de memórias.

    O amigo “Léo Corumbá”, ainda em 1996, em oportunidade memorável, também proporcionou a mim e meu pai (tiramos fotos juntos na mesma Capela), que ali estivéssemos em comemoração a seu aniversário.

    “PADRE JANUÁRIO (19/04/2002)

    O Padre. O jovem Padre. O cheiro da rosa molhada, o calor de sua alma, a bondade rediviva. Sim. Um Padre de hábitos diferentes, que após as aulas, troca a roupa de professor por uma de operário; retira os calçados e os substitui por botinas. Dirige-se logo em seguida a um bairro pobre, miserável. Ali pretende edificar uma Capela, a de Santo Antônio, cujo Bairro posteriormente ostenta seu nome. Através de seu esforço e com poucos recursos, inclusive parte advinda de donativos, constrói a Capela, inicia-se um Clube com piscina e campo de futebol, mesas sob as frondosas árvores, um lago. Festas juninas, promoções, encantamentos. Sempre só, ora empunhando enxada ou enxadão, ora no comando das atividades limitadas, quanto era a gente humilde que o acompanhava. Surgem as primeiras casas, fruto do esforço conjunto. Nasce a vida do Bairro Santo Antônio. Enquanto surgia, alguém (no início numa pequena motocicleta, depois a pé), ia e voltava, ia e voltava até que o tempo limitou sua ida. Agora aqui está. É Padre Januário. O antigo Professor de Matemática e Ciências: a álgebra, a fórmula de Bascara, ensinamentos de anatomia, aulas de humildade. O meu santo Padre. O Padre dos Pobres, o dos Batismos, o das Consagrações, o Celebrante de Missas, o Casamenteiro (inclusive do meu), o Realizador. Sempre que chega, o cheiro de rosas perfumadas, perfumes da alma. Mistura de hóstia consagrada com a pureza de seu coração. Há perfume no ar. E agora ainda mais: seu perfume é contagiante, absorve, energiza. Que bom tê-lo ainda aqui, ao nosso lado, bom Padre. Coluna mestra do Ginásio Anchieta, ostenta em sua sombra as saudosas figuras de tantos que por aqui passaram e velam por nós, a exemplo de Padre Lôbo e Padre Leandro. Como aluno, impossível esquecer o notável professor. Como amigo, a eterna certeza da contínua amizade. Neste dia memorável, nada podemos oferecer senão pedir mais uma vez sua bênção e que seja feliz hoje e sempre. Que Deus continue o iluminando, para graça nossa !

    Abraços do Rubens, família e amigos”.

    Parabéns, Paulo, pelo belo e sentimental artigo.

  7. Paulo disse:

    Na minha época de estudante interno do Ginásio Anchieta, volta e meia encontrava o Pe. Januário nos corredores do colégio, principalmente no banco em frente ao local de estacionamento da famosa kombi do Pe. Leandro, local onde gostava de contar e dividir suas histórias com outros alunos que ali o rodeavam durante o recreio. Tempos mágicos! Pe. Januário era também o responsável pelo atendimento de alunos que se machucavam ou se feriam durante as atividades no internato. Existia uma espécie de mini-enfermaria no Ginásio, quando no recreio, muitos alunos iam até ele para tratar os pequenos ferimentos/lesões, gripes, resfriados, etc…o que fazia com muita dedicação. Saudades, muitas saudades….

  8. CÉLIO DE SÁ disse:

    Tive oportunidade de conviver com ele no internato entre 1981 e 1984.
    Uma pessoa simples, agradável e humano.

  9. Saudoso Pe. Januário Goullart, não há como esquecer, a sua dedicação, seu amor à cidade, seu desejo de permanecer em Silvânia, o que rendeu-lhe um suspensão de anos das lides sacerdotais, o que ele enfrentou com dignidade, cabeça alta, cumpriu sua pena e voltou brilhantemente para o sacerdócio. Dedicou-se ao Clube das Pedrinhas, o que foi um dos seus maiores sonhos, com a construção da repreza, áreas de lazer, de brinquedos que sempre frequentávamos, muitas vezes, matando aulas para isto, o que, na verdade, era muito mais gostoso.
    Padre Januário foi meu professor por longos 7 anos, em que, religiosamente ele me reprovava em matemática. Eu sempre passava em tudo, ficava de segunda época em matemática. E buuuuuummmmm! Tomava a maior bronca. Aí eu fiz duas quintas séries, duas sextas, duas sétimas e, apenas, fiz 1 oitava série, porque, graças a Deus, mudou de professor e passou a ser o Pe. Fernando, o diretor, que tinha uma didática mais moderna, entendeu o meu drama e percebeu que eu não poderia perder meu tempo procurando incógnitas, raizes e dilemas matemáticos, outros, que, definitivamente, não eram a minha praia. Pe. Januário em sua humildade pedagógica não sabia que nem todo o mundo precisa ser gênio em tudo, o que a didática já entende, mas, infelizmente, muitos professores, não e a coisa ainda continua do mesmo jeito.
    Pe. Januário implicou comigo enquanto aluno e sempre dizia: – “Senhor Costa Neto, o senhor não sabe de nada… Faz parte do clube dos sem juízo. Vai ser reprovado de novo. ” Pronto, estava feita a minha cabeça, para a definitiva bomba de novo. Nos anos em que eu passava era porque os colegas me davam cola e, felizmente, Pe. Januário era sabido mas não era esperto. Mas sempre colocava nas provas as coisas e os exercícios, as equações, nas quais ele sabia que eu tinha dificuldade, pois, catalogava aquelas que eu havia errado nas provas, nos exercícios em sala, ou em casa. Não tinha jeito, e ainda contava para o meu pai, de quem era amigo, com requintes de maldades, minhas deficiências e limitações nas aulas de matemática, o que, não-raro, resultava numa bela surra, tirar vantagens como ver televisão, e o que era pior, tirava a bicicleta, para que eu fosse para o Ginásio a pé todos os dias. Meu pai e Pe. Januário, eram verdadeiros carrascos, se considerada as dimensões da pedagogia de hoje, o que me levou a cunhar, em um dos meus livros a seguinte frase: “Muitos professores são movidos pelo ódio pelos estudantes. A sua missão não é ensinar, mas dificultar, confundir, complicar e fazer sofrer: virtudes de torturadores.”
    Sei que hoje, onde estiver, Pe. Januário deve entender e compreender esta minha atitude, e, talvez, por conta disto é que desenvolvi uma visão muito especial sobre educação e sofrimento dos alunos, me tornando um estudioso da área. Não tenho raiva, nem mágoas. Adorava seu jeito, seu amor, sua simplicidade. Foi feito o que tinha de ser feito. E tomara que Pe. Januário possa hoje, derramar a sua luz especial, de amor, dedicação e certezas. Pois é com o que constituimos uma vida digna, bela e amorosa.

  10. Bullukka @Bulluka disse:

    Excelente crônica. E o melhor, é que muita gente comentou aqui que também participaram da história.

  11. Jose EUDES Matos de Carvalho, vulgo "Paraibinha" disse:

    Nao contive as lagrimas ao ler as cronicas de ex-alunos do Ginasio Anchieta que tiverram o privilegio de conviver com o padre Januario, fui aluno interno entre 1974 – 1978, tambem recebi dele o apelido de ‘Paraibinha’, e na primeira semana de internato, apos algumas horas de capinagem na horta das laranjas, tive uma ensolacao que me levou a mini enfermaria durante uma semana, nesta mesma enfermaria me lembro que o padre Januario tratou com vinagre e outros produtos que nao me lembro de um terrivel chule que tinha, o qual foi um tratamento magico. Com uma saudade debilitada era frequentente minha presenca na enfermaria, sempre aos cuidados do padre Januario.

    Me lembro de algumas historias que ele contava, do padre que ao retornar para sua cidade natal descobre que seus pais e sete irmaos foram assassinados, o qual o padre saiu em perseguissao aos criminosos e por ser um sarcedote nao os matou com arma de fogo ou faca, amarrou os criminosos numa arvore em cima de um formigueiro, durante um bom tempo o padre voltava no cativeiro para alimentar as suas presas (os criminosos) e continuar pequenas torturas, me lembro da historia da freira que morreu enforcada em um dos heucaliptos e que nas noites de lua cheia a mao fria da freira poderia ser sentida rocando o rosto de quem passasse. Lembro do grupo em volta a espera de historia arrepiantes.

    Aos sabados e aos domingos tinhamos atividades recreativa, as alunas do internato das freiras iam assistir jogo de futebol no sabado e depois se banhar na piscina, eu nao tinha condicoes de comprar lanches nem para mim e nem para alguma menina, foi ai entao que 0 padre Januario me deu duas ideias, a primeira para que eu vendesse picoles durante os jogos e o segundo que eu ficasse no portao de ferro e cobrasse 1 mil cruzeiros velhos por cada carro que entrasse na escola, com o dinheiro arrecado ia sempre ao cinema e tambem na lanchonete da praca central de Silvania.

    Me lembro que ele me elegeu como assistente para distribuicao dos paes aos mais necessitados.

    Durante muitos anos, mesmo em outros estados ou mesmo fora do Brasil, liguei diversas vezes para ele e me surpreendia com a memoria dele, ate que um dia eu telefonei aqui dos Estados Unidos e pedi para falar com ele e fui informado do seu falecimento, chorei, chorei copiosamente, algo que nao fiz com a morte de meu proprio pai, ele, padre Januario era um homem de Deus, com sua simplicidade, fraquezas e amor incondicional aos mais necessitados.

  12. Luciano Emanuel Silva de Andrade disse:

    Prezados;
    Estou tendo o prazer de dar meu depoimento a pessoas que conheceram o Grande Pe. Januário. Sou de São joão del-Rei, MG. Estudei no Ginásio como aluno Interno em 1988, ano em que tive o privilégio de conhece-lo pessoal. Me Lembro que ele sempre falava que São João del- Rei , era São joão dos queijos e também a cidades dos Sinos. Muitas das vezes ele me chamava alguns minutos antes das refeições para dar aquelas 3 batidas no sino que sempre ela dava. Sua Simplicidade e carinho com o próximo são exemplos que levamos por toda nossa vida! Padre Januário um Homem de Deus!

  13. Elison de Souza Vieira (Baratinha) disse:

    Bonito o artigo. Lindos os comentários. Fui aluno do velho Anchieta no final dos anos 50 e início dos anos 60, quando ali fiz o Ginásio. Grande Janubinha. Colega de turma do Padre Cleto Caliman, ele dedicou sua vida a Silvânia. São pessoas assim que marcam a nossa vida. E é por isso que vale a pena viver. Parabéns aos anchietanos.

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