Enel adota método de autoleitura para medição de consumo em Goiás

A Enel Distribuição Goiás anunciou nesta quinta-feira (26/3) que vai adotar o método de autoleitura para a medição do consumo de energia elétrica em unidades residenciais e rurais. Por meio da autoleitura, o cliente poderá informar à distribuidora, em data e canal determinados, a leitura mostrada no medidor, informação esta que será utilizada pela Enel para proceder o faturamento do serviço. Segundo a concessionária, “a alternativa será disponibilizada durante este período crítico de avanço da pandemia do coronavírus e permitirá que a Enel reduza o número de equipes nas ruas, protegendo clientes e colaboradores.”
O tema das medições ganhou notoriedade após a aprovação do pacote de medidas especiais da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Dentre as determinações, dispõe-se que, durante a pandemia do novo coronavírus, as medições presenciais nas unidades consumidoras poderiam ser suspensas e a avaliação seria feita com base no consumo dos últimos 12 meses.
O deputado estadual Eduardo Prado (Sem partido) já havia se manifestado sobre o assunto nesta quinta-feira (26). Vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor na Assembleia Legislativa de Goiás, Prado solicitou reunião com autoridades e entidades de fiscalização do Estado, para que o tema fosse devidamente tratado. Segundo ele, a medição baseada no consumo anual anterior poderia acarretar em cobranças abusivas aos goianos.
O diretor da Enel, Humberto Eustáquio, afirma que a autoleitura deve ser colocada em prática “a partir de 2 de abril”. “Em março, não há mais como fazer pelo fato do faturamento ter fechado”, explica o diretor na conversa divulgada.
Ainda sobre o tema, Eustáquio afirma: “A Enel está tomando providências para colocar em prática a autoleitura para consumidores rurais, residenciais e comerciais do grupo B (atendidos em baixa tensão”, diz. “Dos consumidores do grupo A (atendidos em média e alta tensão), 95% já contam com leitura remota; então, não haverá cobrança pela média”, conclui.  ( Fonte: A Redação )

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